Ano internacional da tabela periódica
No ano de 1869, o cientista russo Dmitri Mendeleevé organizou os elementos conhecidos, ordenando-os por seus números atômicos, o que causou uma revolução na ciência. (O próton só foi descoberto em 1885 (+/-) pelo…
Por Robson Correa

No ano de 1869, o cientista russo Dmitri Mendeleevé organizou os elementos conhecidos, ordenando-os por seus números atômicos, o que causou uma revolução na ciência.
(O próton só foi descoberto em 1885 (+/-) pelo Rutherford. E o conceito de Número atômico só começou a ser utilizado pós 1932 com a descoberta do Neutron, Por Chadwick.)
Neste ano, que este importante trabalho completa 150 anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas, proclamou como o Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos.
Este anúncio foi celebrado pela comunidade científica, e, a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), se manifestou por uma nota, em que afirma que: "A ONU estava reconhecendo a importância de aumentar a conscientização global de como a química promove o desenvolvimento sustentável e fornece soluções para desafios globais em energia, educação, agricultura e saúde".
Ao organizar de forma clara as informações importantes e facilitar a criação de relações, a Tabela Periódica de Mendeleev contribuiu para os avanços científicos do século 20. E segue contribuindo.
Mas, a importância da tabela periódica, vai muito além da química. Ela serviu de base para o desenvolvimento de estudos em diversos outros tipos de ciência.
Criação
Mendeleev , no intuito de organizar seus estudos, fez uma ficha para cada um dos então 63 elementos conhecidos na época, cada qual com seu símbolo, sua massa atômica e suas propriedades físico-químicas.
Assim, organizou as fichas na ordem crescente das massas atômicas, agrupando os elementos que possuíam propriedades semelhantes.
Anteriormente houve outras tentativas de agrupar os elementos químicos em grupos, mas nenhuma chegou perto da eficiência do modelo criado por Mendelleev, que permitia vislumbrar semelhanças e relações, em análises na vertical, na horizontal e na diagonal.
Mendeleev ainda deixou espaços vazios, prevendo a descoberta de novos elementos, não apenas sugerindo os lugares onde os elementos faltantes poderiam ficar, como também prevendo suas propriedades químicas e físicas, e é aí que está a genialidade de Mendeleev.

No início do século 20, Heinrich Werner estabeleceu o formato horizontal da tabela, e, pela primeira vez, os gases nobres apareceram em sua posição na extremidade direita.
Logo após, o físico Charles Janet usando a recém-descoberta teoria quântica, crio um layout baseado nas configurações eletrônicas dos elementos. Janet também forneceu espaço para elementos até o número 120, apesar de apenas 92 serem conhecidos na época (estamos com 118 agora).
Mais recentemente, os metais alcalinos e os metais alcalino-terrosos foram deslocados da direita para a esquerda, para alongar a forma da tabela, porém, como neste formato, a tabela fica grande demais para caber em uma página, os elementos do bloco f (transição interna - lantanídeos e actinídeos) foram cortados e colocados abaixo da tabela principal.
Importância
A tabela periódica encerra, nada mais, nada menos do que uma linguagem comum para todos os ramos da ciência, em qualquer lugar do mundo.
É uma ferramenta única, que permite prever a aparência e as propriedades da matéria na Terra e até nos confins do Universo.
Desta forma, como ela fornece as informações importantes sobre as propriedades dos elementos, ela alavancou a evolução tecnológica da humanidade, permitindo a criação de ferramentas modernas.

Na biologia, o conhecimento disponibilizado pela tabela periódica, possibilitou a descoberta dos elementos responsáveis pela fotossíntese, ou pela respiração celular, por exemplo, o que facilitou a compreensão destes processos.
E, na medicina implementou a criação de drogas e fármacos que atuam com eficiência no tratamento de doenças e no desenvolvimento dos aparelhos de análise e exames.
Recentes descobertas
Em 2016, o IUPAC aprovou a introdução de mais 4 elementos na Tabela Periódica: os 113 - Nihônio (Nh); 115 - Moscóvio (Mc); 117 - Tennessino (Ts); e 118 - Oganessono (Og), se encontram no sétimo período da tabela.
São elementos que não existem na natureza, foram criados por aceleradores de partículas, seus átomos se mantêm estáveis por apenas frações de segundo.
Na verdade, todos os elementos que possuem um número atômico maior que 92, não se encontram na natureza (sendo portanto, criados pelo homem). Estes são chamados de elementos transurânicos.
Os elementos artificias, cujos números atômicos são inferiores a 92, são denominadoselementos cisurânicos, e são quatro: 43 - Tecnécio (Tc); 61 - Promécio (Pm); 85 - Astato (At); e, 87 - Frâncio (Fr).